terça-feira, 29 de abril de 2008

Família

Acho que já está mais do que na hora de eu falar da minha família. A gente pensa mil coisas para dizer aos pais quando está doente, mas não sabe como se expressar. Engraçado, eu que sou tão boa para colocar as coisas no papel, não sei como falar com minha própria família! Acho que é aquela coisa de odiar família americana, que toda hora está falando “I love you” tão automaticamente que me faz travar para dizer esse tipo de frase sem me sentir num comercial ou num seriado enlatado.
Vamos lá. Tenho uma família grande. Quer dizer, em casa mesmo somos eu, meu pai e minha mãe, mas às vezes parece que tem um batalhão de gente aqui em casa falando, principalmente quando discutimos. Claro, porque discutimos, como toda família normal, às vezes por coisas ridículas, às vezes por coisas sérias. Aí tem meus irmãos, o Marcelo, que mora em Pira, e o Erick, que está no Rio. Tem também minha ex-cunhada, a Denise, e as sobrinhas amadas adoradas e veneradas pela tia coruja, a Juju e a Isa.
Aí vem o pequeno clã. São mais oito tios e tias vivos do lado da minha mãe (na verdade eram 11!), mais os cinco irmãos do meu pai (contando minha tia Sílvia), e mais sei lá quantos primos e primas e maridos e esposas dos primos e primas e primos de segundo e terceiro grau com quem tenho contato. Ufa! Haja gente!
O mais emocionante é saber que todo esse povo está na torcida por mim. Não somente pelos laços de sangue, mas por eu ser quem sou. Então tem as orações, as novenas, as promessas (ficar sem comer doce é duro, hein, Lolo?), as visitas, os telefonemas, os presentes (valeu pela Bíblia, Ju, com certeza vai me ajudar muito)...
O que toda essa gente não sabe é que essa força vem me ajudando pra caramba. Dos meus pais então, nem tenho com falar. São palavras de apoio, são pequenos e grandes gestos que me mostram que, por pior que seja a situação, eu vou sair dela. Não estou falando apenas do aspecto financeiro, que é claro ajuda bastante a gente a ficar mais tranqüilo nessa hora. Estou falando também da certeza absoluta que eles têm que vou ficar boa, principalmente por já ter vencido essa batalha uma vez. E acredito que, essa certeza que eles têm, está sendo passada a mim. A semana passada eu estava muito, muito triste. Mas esta semana já estou encarando tudo com mais força, assim como eles, que têm feito de tudo, mas tudo mesmo, para que eu me fortaleça e fique boa logo.
Queria ter mais palavras para agradecer, mas neste exato momento estou com vontade de chorar. E escrever chorando nunca foi meu forte. Então, as únicas palavras que posso dizer a toda minha família são: eu amo todos vocês (sem pieguismo nem parecendo frase feita) e muito obrigada por tudo que têm feito por mim. Meu maior agradecimento, sem dúvida, será a minha cura ao final dessa briga!

2 comentários:

André Leite disse...

Força baby...e não tem nada de mais chorar na frente do computer...só tome cuidado pra não dar curto circuito no teclado...o convite tá feito, se quiser relaxar em Santos a casa tá à sua disposição...beijos André

Rubens Ribeiro disse...

Não tivemos mais contatos, e não sabia dos desafios que você enfrentou e enfrenta...De qualquer forma, sem cair no clichê da auto-ajuda, a Andréa que eu conheci (e divergi, briguei, bati boca, critiquei, e claro aprendi) não perde nenhuma batalha. A Andréa que conheci luta e luta com força e determinação. Luta com sede de vitória e com a certeza absoluta de saber onde quer chegar.

Minha cara, força, e por favor não me decepcione, pois a Andréa que eu conheci e aprendi (na marra) a admirar não se abala.

Um grande beijo no seu coração, e que Deus te ilumine nessa trajetória de provas e testes.
À Vitória, à vida !