Quando descobertos em fase inicial os tumores de próstata são curados em mais de 95% dos casos. O segredo para isso está na prevenção e diagnóstico precoce, temas que serão compartilhados durante o mês de agosto com a população por meio de ciclo de palestras e por competidores que percorrerão 10 km em ruas de São Paulo.
Com a proposta de alertar a população sobre a importância de prevenir tumores de próstata por meio de hábitos de vida saudáveis, visitas regulares ao médico e realização de exames como toque retal e PSA, o Hospital A.C.Camargo anuncia ciclo de palestras gratuitas para o dia 9 de agosto com cirurgiões oncológicos e urologistas do Núcleo Avançado de Próstata e a Corrida e Caminhada Hospital A.C.Camargo – Prova Duque de Caxias no dia 21. Os dois eventos visam também difundir informações sobre prevenção de outros tumores urológicos como pênis, testículos e bexiga.
A proposta central é ilustrar ao público o quanto, na prática, a prevenção de câncer com adoção de rotina de vida saudável e a não negligência da realização de exames diagnósticos são atitudes diretamente ligadas ao sucesso do tratamento. “Entre cada 10 casos de câncer descobertos logo no início 9 são curados. Em se tratando de tumores de próstata iniciais o índice de cura está em 98% dos casos”, destaca o cirurgião oncológico e diretor do Núcleo Avançado de Próstata do A.C.Camargo, Gustavo Guimarães. Todos os anos aproximadamente 3 mil pacientes são diagnosticados com tumores urológicos apenas no A.C.Camargo, principal centro de tratamento oncológico da América Latina.
Embora sejam eventos voltados para a saúde do homem, o Hospital convoca as mulheres para não apenas participar como também serem protagonistas destas iniciativas, que fazem parte do Programa Embaixadora da Saúde, lançado no início deste ano pelo Hospital. Levantamento feito A.C.Camargo aponta que em 80% dos casos as esposas são participativas em todas as etapas da saúde do homem, desde a busca pelo médico até compartilhar de todas as decisões terapêuticas junto à equipe clínica. “Em muitos aspectos dos relacionamentos sociais, principalmente quando o assunto é zelar pela saúde da família, as mulheres são as personagens mais atuantes. É ela quem leva irmãos, filhos, marido, pai e avô ao médico”, aponta o CEO do A.C.Camargo, Irlau Marchado.
Corrida e Caminhada
Com largada às 8 horas na Avenida Pedro Alvares Cabral – nos arredores do Parque do Ibirapuera – acontecerá no dia 21 de agosto a Corrida e Caminhada Hospital A.C.Camargo – Saúde do Homem – Prova Duque de Caxias. Promovidas pelo A.C.Camargo em parceria com o Grupo Corpore Brasil as provas terão 3,1km (caminhada) e 10km (corrida).
Os dois percursos – ambos também com chegada na Avenida Pedro Alvares Cabral - são válidos para o Corri Todas, mas apenas a distância maior é válida para pontos no Ranking Corpore. As provas têm como parceira o Exército e fará parte das comemorações do aniversário de nascimento de Duque de Caxias, Patrono do Exército Brasileiro. Serão premiados com troféu os cinco primeiros colocados nas categorias masculino e feminino geral.
A competição contará com uma linguagem visual alusiva à prevenção de tumores urológicos e serão distribuídas cartilhas sobre como prevenir estas doenças. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo sites www.accamargo.org.br e www.corpore.org.br. Nos sites é possível conferir o regulamento, informações sobre como retirar kits pré-prova e a camiseta e o mapa dos dois percursos. Jornalistas interessados em cobrir o evento ou participar de uma das provas podem entrar em contato com moura@comunique.srv.br.
Dicas aos competidores
- No dia da prova, alimente-se bem, porém como coisas leves e de fácil digestão. De preferência para o consumo de alimentos riscos em carboidrato como pão, barras de cereais, granola, cereais matinais, sucos, frutas, legumes, geleia e mel.
- Escolha tênis e roupas adequados para corrida ou caminhada.
- Faça um bom aquecimento antes do início da prova.
- Beba água ou hidrotônico durante o percurso, pois isso é muito importante para sua hidratação.
- Respeite os limites de seu corpo.
- Após a prova, faça uma alimentação reforçada, dando preferência aos alimentos ricos em carboidrato.
Encontro com Especialistas – Gratuito e aberto à população – inscrições pelo e-mail encontro@accamargo.org.br
O Hospital A.C.Camargo, por meio de seu Núcleo de Urologia, promove no dia 9 de agosto às 17h30 a 2ª edição do Encontro com Especialistas, que trará ciclo de palestras sobre prevenção e diagnóstico precoce de câncer de próstata e outros tumores urológicos que acomete a população masculina como pênis, testículos, bexiga, dentre outros.
Cirurgiões oncológicos e urologistas do Hospital esclarecerão as principais dúvidas do público sobre estas doenças, desmistificando mitos e tabus que costumam retardar a ida do homem ao médico e, em muitos casos, dificultando a procura dele por exames que visam o diagnóstico da doença em fase inicial.
SERVIÇOS
Corrida e Caminhada Hospital A.C.Camargo – Prova Duque de Caxias
Data: domingo, 21 de agosto de 2011
Local: largada e chegada Avenida Pedro Alvares Cabral, Ibirapuera.
Horário da largada: 8 horas
Percuso: Corrida (10km) e Caminhada (3,1km)
Vagas limitadas: inscrição pelos sites www.accamargo.org.br / www.corpore.org.br
Investimento: Associados Corpore: R$ 55 - não sócios: R$ 70.
Encontro com Especialistas
Data: terça-feira, 9 de agosto de 2011
Local: Hospital A.C.Camargo: Auditório José Ermírio de Moraes.
Horário: 17h30.
Palestrantes: Cirurgiões oncolológicos e urologistas do Hospital A.C.Camargo
Temas: prevenção de câncer de próstata e outros tumores urológicos
Endereço: Rua Professor Antônio Prudente, 211, Liberdade, São Paulo.
Inscrições gratuitas: encontro@accamargo.org.br
domingo, 31 de julho de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Instituto Espaço de Vida Oferece Material Gratuito Online Sobre Câncer
Olá pessoal!
Andei meio relapsa com esse blog, mas ultimamente ando super preguiçosa mesmo. Engordei horrores e parece que com isso andei meio desanimada de tudo. Mas aos poucos vou retomando meu ânimo. Segue uma dica muito boa para quem tem dúvidas sobre o câncer de mama. É um site que juntou vários links para orientar tanto pacientes quanto parentes e amigos dos doentes. Vale a pena dar uma conferida!
Mães, avós, pais, filhas e filhos. Todas as pessoas podem, em algum momento da vida, ser vítimas do câncer de mama. Senão como pacientes, como cuidadores, ou seja, aquelas pessoas que ficam ao lado do doente durante todo o tratamento dando suporte e atenção para que o sofrimento seja abrandado.
“Pensando na necessidade por tomar conhecimento sobre o tratamento; como contar para os filhos e para o parceiro, sobre o câncer de mama em homens, os tipos de cirurgia entre tantos outros assuntos; decidimos oferecer por meio do Instituto Espaço de Vida as publicações da mais antiga fundação para informar pacientes em câncer de mama, a Fundação Susan G. Komen for the Cure”, explica a fundadora do Espaço de Vida, Christine Battistini.
O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo, que apresenta baixo risco de morte desde que diagnosticado em estágios iniciais. Para melhorar as condições para este prognóstico e um bom acompanhamento de todas as etapas para o restabelecimento da saúde, pacientes e cuidadores podem acessar os informativos da série Facts for Life sobre diversos temas no Portal do Espaço de Vida (www.espacodevida.org.br).
Andei meio relapsa com esse blog, mas ultimamente ando super preguiçosa mesmo. Engordei horrores e parece que com isso andei meio desanimada de tudo. Mas aos poucos vou retomando meu ânimo. Segue uma dica muito boa para quem tem dúvidas sobre o câncer de mama. É um site que juntou vários links para orientar tanto pacientes quanto parentes e amigos dos doentes. Vale a pena dar uma conferida!
Mães, avós, pais, filhas e filhos. Todas as pessoas podem, em algum momento da vida, ser vítimas do câncer de mama. Senão como pacientes, como cuidadores, ou seja, aquelas pessoas que ficam ao lado do doente durante todo o tratamento dando suporte e atenção para que o sofrimento seja abrandado.
“Pensando na necessidade por tomar conhecimento sobre o tratamento; como contar para os filhos e para o parceiro, sobre o câncer de mama em homens, os tipos de cirurgia entre tantos outros assuntos; decidimos oferecer por meio do Instituto Espaço de Vida as publicações da mais antiga fundação para informar pacientes em câncer de mama, a Fundação Susan G. Komen for the Cure”, explica a fundadora do Espaço de Vida, Christine Battistini.
O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo, que apresenta baixo risco de morte desde que diagnosticado em estágios iniciais. Para melhorar as condições para este prognóstico e um bom acompanhamento de todas as etapas para o restabelecimento da saúde, pacientes e cuidadores podem acessar os informativos da série Facts for Life sobre diversos temas no Portal do Espaço de Vida (www.espacodevida.org.br).
sábado, 4 de junho de 2011
Belo exemplo de solidariedade!
Pessoal, somente sendo muito insensível para não se emocionar com essa matéria:
http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2011/06/estudantes-raspam-cabelo-para-apoiar-colega-com-cancer-em-mg.html
Uma licão de solidariedade e educação, bem diferente daqueles que estamos acostumados a ler atualmente no dia a dia das escolas, onde o desrespeito e a indiferença estão predominando entre os alunos. Que mais jovens sigam esse exemplo!
http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2011/06/estudantes-raspam-cabelo-para-apoiar-colega-com-cancer-em-mg.html
Uma licão de solidariedade e educação, bem diferente daqueles que estamos acostumados a ler atualmente no dia a dia das escolas, onde o desrespeito e a indiferença estão predominando entre os alunos. Que mais jovens sigam esse exemplo!
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Cientistas identificam molécula que espalha forma mais agressiva de câncer de mama
BBC Brasil
Cientistas australianos do Instituto de Pesquisa Médica Garvan, em Sydney, conseguiram identificar uma molécula responsável por fazer com que o câncer de mama do tipo basal, um dos mais agressivos, cresça e se espalhe pelo organismo.
A descoberta, que foi divulgada na publicação científica internacional “Cancer Research”, pode ajudar a desenvolver medicamentos capazes de diminuir o tumor, facilitando o tratamento da doença.
- Ele (o câncer de mama basal) tende a afetar mulheres mais novas, e o resultado para estas pacientes é frequentemente ruim, explica a patologista e química Sandra O’Toole, uma das responsáveis pelo estudo.
O pesquisador Alex Swarbrick diz que encontrar um medicamento para este tipo de câncer é uma prioridade. O tumor do tipo basal tem células que se assemelham às células musculares normais da mama. E, segundo Swarbrick, não pode ser tratado com os mesmos medicamentos utilizados em outros casos de câncer de mama.
- O câncer do tipo basal é chamado de “doença triplo negativa” porque não produz receptores dos hormônios femininos estrogênio e progesterona nem da proteína HER2, que são atingidos pelas drogas Tamoxifen e Herceptin, usadas com muita eficácia no tratamento de alguns cânceres de mama.
Molécula “porco-espinho”
As células do câncer, segundo o estudo, criam as condições para sua própria sobrevivência comunicando suas necessidades para as células saudáveis que as rodeiam.
A molécula “porco-espinho”, que tem esse nome por causa de sua aparência espinhosa, contribui com essa comunicação, transmitindo sinais bioquímicos entre as células cancerígenas e as saudáveis do organismo.
Ela atua bastante durante o desenvolvimento humano, mas geralmente fica inativa durante a vida adulta. No entanto, pode ser ativada durante alguns tipos de câncer de pele, de cérebro e de pulmão.
Mas os pesquisadores do Instituto Garvan descobriram que, ao bloquear a molécula, os tumores de câncer de mama do tipo basal encolhem e param de espalhar-se pelo corpo.
De acordo com os cientistas, testes feitos em 279 mulheres com este tipo de câncer revelaram que aquelas que tinham moléculas “porco-espinho” ativas apresentaram piores condições.
Outros experimentos feitos com grupos de ratos indicaram que, quando os animais recebiam grandes quantidades da molécula, o câncer era mais agressivo e se espalhava mais.
Segundo Sandra O’Toole, quando a molécula era bloqueada nos ratos, os tumores eram menores e não se espalhavam tanto.
- Mostramos que silenciar estas moléculas afeta o crescimento do câncer de mama e sua metástase.
Por causa da associação da molécula com outros tipos de câncer, já há medicamentos que tentam bloquear sua atividade em fase de testes clínicos.
- Estamos com esperanças de que usando remédios já disponíveis possamos examinar alguns pacientes com câncer de mama e ver se eles estão sendo eficientes.
Na Austrália, cerca de 12,5 mil casos de câncer de mama são identificados a cada ano e 10% deles são do tipo basal.
Cientistas australianos do Instituto de Pesquisa Médica Garvan, em Sydney, conseguiram identificar uma molécula responsável por fazer com que o câncer de mama do tipo basal, um dos mais agressivos, cresça e se espalhe pelo organismo.
A descoberta, que foi divulgada na publicação científica internacional “Cancer Research”, pode ajudar a desenvolver medicamentos capazes de diminuir o tumor, facilitando o tratamento da doença.
- Ele (o câncer de mama basal) tende a afetar mulheres mais novas, e o resultado para estas pacientes é frequentemente ruim, explica a patologista e química Sandra O’Toole, uma das responsáveis pelo estudo.
O pesquisador Alex Swarbrick diz que encontrar um medicamento para este tipo de câncer é uma prioridade. O tumor do tipo basal tem células que se assemelham às células musculares normais da mama. E, segundo Swarbrick, não pode ser tratado com os mesmos medicamentos utilizados em outros casos de câncer de mama.
- O câncer do tipo basal é chamado de “doença triplo negativa” porque não produz receptores dos hormônios femininos estrogênio e progesterona nem da proteína HER2, que são atingidos pelas drogas Tamoxifen e Herceptin, usadas com muita eficácia no tratamento de alguns cânceres de mama.
Molécula “porco-espinho”
As células do câncer, segundo o estudo, criam as condições para sua própria sobrevivência comunicando suas necessidades para as células saudáveis que as rodeiam.
A molécula “porco-espinho”, que tem esse nome por causa de sua aparência espinhosa, contribui com essa comunicação, transmitindo sinais bioquímicos entre as células cancerígenas e as saudáveis do organismo.
Ela atua bastante durante o desenvolvimento humano, mas geralmente fica inativa durante a vida adulta. No entanto, pode ser ativada durante alguns tipos de câncer de pele, de cérebro e de pulmão.
Mas os pesquisadores do Instituto Garvan descobriram que, ao bloquear a molécula, os tumores de câncer de mama do tipo basal encolhem e param de espalhar-se pelo corpo.
De acordo com os cientistas, testes feitos em 279 mulheres com este tipo de câncer revelaram que aquelas que tinham moléculas “porco-espinho” ativas apresentaram piores condições.
Outros experimentos feitos com grupos de ratos indicaram que, quando os animais recebiam grandes quantidades da molécula, o câncer era mais agressivo e se espalhava mais.
Segundo Sandra O’Toole, quando a molécula era bloqueada nos ratos, os tumores eram menores e não se espalhavam tanto.
- Mostramos que silenciar estas moléculas afeta o crescimento do câncer de mama e sua metástase.
Por causa da associação da molécula com outros tipos de câncer, já há medicamentos que tentam bloquear sua atividade em fase de testes clínicos.
- Estamos com esperanças de que usando remédios já disponíveis possamos examinar alguns pacientes com câncer de mama e ver se eles estão sendo eficientes.
Na Austrália, cerca de 12,5 mil casos de câncer de mama são identificados a cada ano e 10% deles são do tipo basal.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Dia Mundial Sem Tabaco
Importante matéria divulgada pelo Inca (Instituto Nacional do Câncer). Apesar de meio longa, traz informações importantes e pertinentes sobre o assunto.
Oito em cada dez homens que morrem por doença respiratória crônica no Brasil são fumantes
Índice é superior à média mundial, de cinco óbitos em dez. Ao todo, um milhão de fumantes sofrem de quadro crônico de males respiratórios no País.
A participação do tabagismo na mortalidade por doenças respiratórias crônicas entre os brasileiros está acima da média mundial: oito em cada dez homens que morrem por esses males são tabagistas.
Entre as mulheres, são seis óbitos a cada dez. A média mundial é de cinco em cada dez óbitos entre os homens e dois em cada dez entre as mulheres. Além disso, um milhão de fumantes brasileiros, de ambos os sexos, jovens e idosos, convivem com alguma doença respiratória crônica, associada ao ato de fumar.
Os dados, levantados pela Pesquisa de Tabagismo (suplemento dedicado à Saúde dentro da PNAD 2008), estão sendo divulgados em um estudo especial realizado pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer), como parte da celebração do Dia Mundial sem Tabaco, que este ano tem a CQCT (Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco) como tema central. A CQCT é um tratado internacional da OMS (Organização Mundial da Saúde), assinado por 172 países, que se comprometeram a implementar suas determinações para reduzir o consumo do cigarro e demais derivados do tabaco.
O estudo revelou que os fumantes a partir dos 30 anos, grupo que pode ser diagnosticado com doenças respiratórias crônicas dentro do recorte estudado, sofrem 40% mais com essas doenças, se comparados aos não-fumantes.
As doenças respiratórias crônicas representam hoje a terceira causa de mortalidade por doença no Brasil, ficando atrás apenas dos problemas cardiovasculares e dos cânceres. Somente no ano de 2008, cerca de quatro brasileiros morreram a cada hora por complicações respiratórias crônicas.
“Ao levantar as informações estatísticas, é importante alertar que o tabagismo não está associado somente ao câncer. Os números demonstram que os brasileiros mais dependentes da nicotina dificilmente conseguem deixar de fumar, mesmo após serem diagnosticados como portadores de males respiratórios crônicos, agravando seu quadro de saúde”, diz a coordenadora da Divisão de Epidemiologia do Inca, Liz Almeida.
O médico pneumologista da Divisão de Controle do Tabagismo do Inca, Ricardo Meirelles, afirma que mesmo que esses males sejam incuráveis, o primeiro passo a ser dado, a partir do diagnóstico confirmado, é procurar um serviço de saúde para entrar num programa de cessação do fumo. “O tratamento é oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde), mas é importante que o doente esteja disposto a parar de fumar”, diz o médico.
As informações também apontam um novo tópico para a pauta da Reunião de Cúpula da ONU (Organização das Nações Unidas), que será realizada em setembro deste ano, em Nova Iorque, e tem como mote o enfrentamento das DCNTs (Doenças Crônicas Não-Transmissíveis). A ONU recomendou aos seus países-membros que incluam diabetes, problemas cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas e o câncer entre os temas do encontro, já que as DCNTs são consideradas um entrave para o alcance das Metas do Milênio. Essas doenças são responsáveis por 60% das mortes em todo o mundo, ou 35 milhões de óbitos por ano. Desses, 80% ocorreram em países em desenvolvimento.
“No Brasil, o tabagismo se concentra na população de menor renda e escolaridade. Isso faz com que essas pessoas fiquem sob maior risco de desenvolver Doenças Crônicas Não-Transmissíveis, dentre elas as doenças respiratórias crônicas, que muitas vezes as tiram do mercado de trabalho e as inserem em um ciclo vicioso de pobreza”, destaca o diretor-geral do Inca, Luiz Antônio Santini.
O Inca também constatou que os dependentes severos da nicotina, quando comparados aos tabagistas leves, sofrem mais de problemas como enfisema e bronquite (85% a mais). Ou seja: além de serem vítimas de males respiratórios e terem menor adesão ao tratamento, também têm maior dificuldade de parar de fumar, uma vez que utilizam o cigarro de forma mais intensa.
“Os problemas respiratórios crônicos são doenças que, apesar de terem controle medicamentoso, não são curáveis e, no caso dos fumantes, o quadro pode se agravar, já que a fumaça inalada piora o estado de saúde do doente, por isso a importância de deixar o cigarro de vez”, explica a coordenadora da Divisão de Controle do Tabagismo do Inca, Valéria Cunha.
Tabagismo passivo
Um estudo da OMS, divulgado no final do ano passado, sobre mortalidade devido ao tabagismo passivo em todo o mundo mostrou que, no Brasil, morrem cerca de 7,5 mil brasileiros todos os anos devido a essa exposição altamente evitável. Um exemplo que deveria começar em casa: pais tabagistas de crianças e jovens portadores de asma, doença mais presente na infância, passam para seus filhos cerca de 4,7 mil substâncias nocivas presentes na fumaça do cigarro.
“Crianças que sofrem de asma, filhos de pais fumantes e que são expostas à fumaça do cigarro estão mais propensas a ter crises de falta de ar, chiado no peito e tosse”, explica o pneumologista do Inca, Ricardo Meirelles.
O médico alerta ainda que o tratamento deve ser permanente, com cuidados relativos à administração das medicações e com o ambiente: “Os pais que fumam e têm um filho asmático devem saber que além de prejudicar seu organismo estão afetando diretamente a saúde dessa criança”.
No caso das gestantes tabagistas, o risco é dobrado: fazem mal à própria saúde e à do bebê. “Um cigarro fumado pela gestante aumenta os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina associado ao monóxido de carbono, diminuindo a oxigenação”, explica Meirelles.
A pesquisa mostrou, ainda, que os adultos não-fumantes moradores de áreas urbanas e expostos ao tabagismo passivo tiveram alto índice de diagnóstico de doenças respiratórias crônicas: 30% a mais do que aqueles que não foram expostos à fumaça do tabaco.
Convenção-Quadro para Controle do Tabaco
Como parte das celebrações do Dia Mundial Sem Tabaco, a OMS orientou os países-membros a promoverem a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, destacando os benefícios de sua aplicação na saúde das pessoas. Com o tema “Três maneiras de salvar vidas”, enfatizou o trabalho de bombeiros e salva-vidas, associando-o às diretrizes da Convenção-Quadro e contrapondo-os aos malefícios do tabaco. No Brasil, o órgão responsável pela implementação da CQCT é a Conicq (Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro), que engloba 17 ministérios, já que os desdobramentos do tabagismo vão além do setor saúde. A secretaria-executiva da Conicq é ocupada pelo Inca.
O Congresso Nacional ratificou a adesão do Brasil à CQCT, em 2005. Grande parte das medidas da Convenção-Quadro já estavam implementadas no País na ocasião, o que hoje se traduz em resultados positivos, como a redução da mortalidade por doenças cardiovasculares, respiratórias crônicas e por câncer de pulmão entre homens. De acordo com a Vigitel (Pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde, o número geral de fumantes caiu nas capitais do País de 16,2% para 15,1%, entre os anos de 2006 e 2010. Apesar disso, o trabalho do país no controle do tabagismo é constante, já que ainda há determinações da CQCT para serem colocadas em prática.
“Uma das iniciativas é promover o aperfeiçoamento da Lei 9.294/96, que embora proíba fumar em recintos coletivos fechados, permite a existência de fumódromos. A Convenção-Quadro recomenda a total proibição do ato de fumar em recintos coletivos fechados como a melhor forma de proteção contra o tabagismo passivo. Acumulam-se estudos sobre os efeitos positivos das leis “ambientes 100% livres da fumaça de tabaco” para a redução das internações por doenças cardiovasculares em vários países que já a implementaram. No entanto, o projeto de lei do Senado Federal nº 315 que atende a esses objetivos e que lá tramita, desde 2008, ainda não foi votado, apesar de ter recebido parecer favorável nas comissões de Constituição e Justiça e de Assuntos Sociais”, considera a secretária-executiva da Conicq, Tânia Cavalcante.
Para marcar a data, será lançado pelo Inca e pela Conicq o Observatório da Política Nacional de Controle do Tabaco. Trata-se de um ambiente online de referência no assunto para diversos setores. No Observatório, o internauta poderá encontrar as mais recentes informações sobre o controle do tabagismo no Brasil, bem como ser direcionado a sites dos órgãos que integram à Conicq.
Na pauta da Reunião de Cúpula da ONU para controle das DCNTs, medidas para redução do tabagismo são consideradas as mais urgentes, prioritárias e viáveis em seu custo. Junto com entidades médicas e outras representações da sociedade civil, a Conicq tem trabalhado para que o Brasil possa levar à reunião a noticia de que o Congresso Nacional aprovou a lei que torna o Brasil 100% livre da fumaça ambiental do tabaco, como já acontece em muitos países e até em alguns estados brasileiros, como São Paulo e Rio de Janeiro.
Durante o Fórum Global da OMS, em Moscou, em abril, a diretora-geral do órgão, Margaret Chan, enfatizou a importância da Convenção, chamando a atenção para uma visão mais crítica das relações entre indústria do tabaco e sociedade.
“O crescimento das Doenças Crônicas Não-Transmissíveis representa um enorme desafio para a saúde pública. Para alguns países, não é exagero descrever a situação como uma catástrofe iminente. Nós podemos compilar bibliotecas cheias de evidências sobre os perigos do tabaco e do fumo passivo, mas são outros os que fazem as leis para o controle do tabaco e as implementam.
Hoje, muitas das ameaças à saúde que contribuem para doenças não-transmissíveis vêm de empresas que são grandes, ricas e poderosas, movidas por interesses comerciais, e muito menos amigáveis para a saúde.
Esqueçam a colaboração com a indústria do tabaco. Nunca confie nesta indústria em nenhuma circunstância, sob qualquer acordo. Implementem a Convenção-Quadro. Assim, podemos evitar cerca de 5,5 milhões de mortes a cada ano. As pessoas não precisam fumar, mas elas precisam comer e beber”, disse Chan.
Oito em cada dez homens que morrem por doença respiratória crônica no Brasil são fumantes
Índice é superior à média mundial, de cinco óbitos em dez. Ao todo, um milhão de fumantes sofrem de quadro crônico de males respiratórios no País.
A participação do tabagismo na mortalidade por doenças respiratórias crônicas entre os brasileiros está acima da média mundial: oito em cada dez homens que morrem por esses males são tabagistas.
Entre as mulheres, são seis óbitos a cada dez. A média mundial é de cinco em cada dez óbitos entre os homens e dois em cada dez entre as mulheres. Além disso, um milhão de fumantes brasileiros, de ambos os sexos, jovens e idosos, convivem com alguma doença respiratória crônica, associada ao ato de fumar.
Os dados, levantados pela Pesquisa de Tabagismo (suplemento dedicado à Saúde dentro da PNAD 2008), estão sendo divulgados em um estudo especial realizado pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer), como parte da celebração do Dia Mundial sem Tabaco, que este ano tem a CQCT (Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco) como tema central. A CQCT é um tratado internacional da OMS (Organização Mundial da Saúde), assinado por 172 países, que se comprometeram a implementar suas determinações para reduzir o consumo do cigarro e demais derivados do tabaco.
O estudo revelou que os fumantes a partir dos 30 anos, grupo que pode ser diagnosticado com doenças respiratórias crônicas dentro do recorte estudado, sofrem 40% mais com essas doenças, se comparados aos não-fumantes.
As doenças respiratórias crônicas representam hoje a terceira causa de mortalidade por doença no Brasil, ficando atrás apenas dos problemas cardiovasculares e dos cânceres. Somente no ano de 2008, cerca de quatro brasileiros morreram a cada hora por complicações respiratórias crônicas.
“Ao levantar as informações estatísticas, é importante alertar que o tabagismo não está associado somente ao câncer. Os números demonstram que os brasileiros mais dependentes da nicotina dificilmente conseguem deixar de fumar, mesmo após serem diagnosticados como portadores de males respiratórios crônicos, agravando seu quadro de saúde”, diz a coordenadora da Divisão de Epidemiologia do Inca, Liz Almeida.
O médico pneumologista da Divisão de Controle do Tabagismo do Inca, Ricardo Meirelles, afirma que mesmo que esses males sejam incuráveis, o primeiro passo a ser dado, a partir do diagnóstico confirmado, é procurar um serviço de saúde para entrar num programa de cessação do fumo. “O tratamento é oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde), mas é importante que o doente esteja disposto a parar de fumar”, diz o médico.
As informações também apontam um novo tópico para a pauta da Reunião de Cúpula da ONU (Organização das Nações Unidas), que será realizada em setembro deste ano, em Nova Iorque, e tem como mote o enfrentamento das DCNTs (Doenças Crônicas Não-Transmissíveis). A ONU recomendou aos seus países-membros que incluam diabetes, problemas cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas e o câncer entre os temas do encontro, já que as DCNTs são consideradas um entrave para o alcance das Metas do Milênio. Essas doenças são responsáveis por 60% das mortes em todo o mundo, ou 35 milhões de óbitos por ano. Desses, 80% ocorreram em países em desenvolvimento.
“No Brasil, o tabagismo se concentra na população de menor renda e escolaridade. Isso faz com que essas pessoas fiquem sob maior risco de desenvolver Doenças Crônicas Não-Transmissíveis, dentre elas as doenças respiratórias crônicas, que muitas vezes as tiram do mercado de trabalho e as inserem em um ciclo vicioso de pobreza”, destaca o diretor-geral do Inca, Luiz Antônio Santini.
O Inca também constatou que os dependentes severos da nicotina, quando comparados aos tabagistas leves, sofrem mais de problemas como enfisema e bronquite (85% a mais). Ou seja: além de serem vítimas de males respiratórios e terem menor adesão ao tratamento, também têm maior dificuldade de parar de fumar, uma vez que utilizam o cigarro de forma mais intensa.
“Os problemas respiratórios crônicos são doenças que, apesar de terem controle medicamentoso, não são curáveis e, no caso dos fumantes, o quadro pode se agravar, já que a fumaça inalada piora o estado de saúde do doente, por isso a importância de deixar o cigarro de vez”, explica a coordenadora da Divisão de Controle do Tabagismo do Inca, Valéria Cunha.
Tabagismo passivo
Um estudo da OMS, divulgado no final do ano passado, sobre mortalidade devido ao tabagismo passivo em todo o mundo mostrou que, no Brasil, morrem cerca de 7,5 mil brasileiros todos os anos devido a essa exposição altamente evitável. Um exemplo que deveria começar em casa: pais tabagistas de crianças e jovens portadores de asma, doença mais presente na infância, passam para seus filhos cerca de 4,7 mil substâncias nocivas presentes na fumaça do cigarro.
“Crianças que sofrem de asma, filhos de pais fumantes e que são expostas à fumaça do cigarro estão mais propensas a ter crises de falta de ar, chiado no peito e tosse”, explica o pneumologista do Inca, Ricardo Meirelles.
O médico alerta ainda que o tratamento deve ser permanente, com cuidados relativos à administração das medicações e com o ambiente: “Os pais que fumam e têm um filho asmático devem saber que além de prejudicar seu organismo estão afetando diretamente a saúde dessa criança”.
No caso das gestantes tabagistas, o risco é dobrado: fazem mal à própria saúde e à do bebê. “Um cigarro fumado pela gestante aumenta os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina associado ao monóxido de carbono, diminuindo a oxigenação”, explica Meirelles.
A pesquisa mostrou, ainda, que os adultos não-fumantes moradores de áreas urbanas e expostos ao tabagismo passivo tiveram alto índice de diagnóstico de doenças respiratórias crônicas: 30% a mais do que aqueles que não foram expostos à fumaça do tabaco.
Convenção-Quadro para Controle do Tabaco
Como parte das celebrações do Dia Mundial Sem Tabaco, a OMS orientou os países-membros a promoverem a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, destacando os benefícios de sua aplicação na saúde das pessoas. Com o tema “Três maneiras de salvar vidas”, enfatizou o trabalho de bombeiros e salva-vidas, associando-o às diretrizes da Convenção-Quadro e contrapondo-os aos malefícios do tabaco. No Brasil, o órgão responsável pela implementação da CQCT é a Conicq (Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro), que engloba 17 ministérios, já que os desdobramentos do tabagismo vão além do setor saúde. A secretaria-executiva da Conicq é ocupada pelo Inca.
O Congresso Nacional ratificou a adesão do Brasil à CQCT, em 2005. Grande parte das medidas da Convenção-Quadro já estavam implementadas no País na ocasião, o que hoje se traduz em resultados positivos, como a redução da mortalidade por doenças cardiovasculares, respiratórias crônicas e por câncer de pulmão entre homens. De acordo com a Vigitel (Pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde, o número geral de fumantes caiu nas capitais do País de 16,2% para 15,1%, entre os anos de 2006 e 2010. Apesar disso, o trabalho do país no controle do tabagismo é constante, já que ainda há determinações da CQCT para serem colocadas em prática.
“Uma das iniciativas é promover o aperfeiçoamento da Lei 9.294/96, que embora proíba fumar em recintos coletivos fechados, permite a existência de fumódromos. A Convenção-Quadro recomenda a total proibição do ato de fumar em recintos coletivos fechados como a melhor forma de proteção contra o tabagismo passivo. Acumulam-se estudos sobre os efeitos positivos das leis “ambientes 100% livres da fumaça de tabaco” para a redução das internações por doenças cardiovasculares em vários países que já a implementaram. No entanto, o projeto de lei do Senado Federal nº 315 que atende a esses objetivos e que lá tramita, desde 2008, ainda não foi votado, apesar de ter recebido parecer favorável nas comissões de Constituição e Justiça e de Assuntos Sociais”, considera a secretária-executiva da Conicq, Tânia Cavalcante.
Para marcar a data, será lançado pelo Inca e pela Conicq o Observatório da Política Nacional de Controle do Tabaco. Trata-se de um ambiente online de referência no assunto para diversos setores. No Observatório, o internauta poderá encontrar as mais recentes informações sobre o controle do tabagismo no Brasil, bem como ser direcionado a sites dos órgãos que integram à Conicq.
Na pauta da Reunião de Cúpula da ONU para controle das DCNTs, medidas para redução do tabagismo são consideradas as mais urgentes, prioritárias e viáveis em seu custo. Junto com entidades médicas e outras representações da sociedade civil, a Conicq tem trabalhado para que o Brasil possa levar à reunião a noticia de que o Congresso Nacional aprovou a lei que torna o Brasil 100% livre da fumaça ambiental do tabaco, como já acontece em muitos países e até em alguns estados brasileiros, como São Paulo e Rio de Janeiro.
Durante o Fórum Global da OMS, em Moscou, em abril, a diretora-geral do órgão, Margaret Chan, enfatizou a importância da Convenção, chamando a atenção para uma visão mais crítica das relações entre indústria do tabaco e sociedade.
“O crescimento das Doenças Crônicas Não-Transmissíveis representa um enorme desafio para a saúde pública. Para alguns países, não é exagero descrever a situação como uma catástrofe iminente. Nós podemos compilar bibliotecas cheias de evidências sobre os perigos do tabaco e do fumo passivo, mas são outros os que fazem as leis para o controle do tabaco e as implementam.
Hoje, muitas das ameaças à saúde que contribuem para doenças não-transmissíveis vêm de empresas que são grandes, ricas e poderosas, movidas por interesses comerciais, e muito menos amigáveis para a saúde.
Esqueçam a colaboração com a indústria do tabaco. Nunca confie nesta indústria em nenhuma circunstância, sob qualquer acordo. Implementem a Convenção-Quadro. Assim, podemos evitar cerca de 5,5 milhões de mortes a cada ano. As pessoas não precisam fumar, mas elas precisam comer e beber”, disse Chan.
domingo, 22 de maio de 2011
Câncer nas mulheres afeta órgãos do aparelho reprodutor e mama
O câncer é uma das doenças com maior incidência de morte no mundo e apesar da evolução da medicina, a cura em casos avançados parece longe de acontecer. No entanto, hoje existem muitos tratamentos bem sucedidos e que não eram considerados possíveis no passado. Na população feminina, o câncer ocorre mais frequentemente na mama, em seguida no colo do útero, corpo do útero e mais raramente no ovário e vulva.
Desde a primeira menstruação, é recomendável que a mulher crie o hábito de consultar um ginecologista regularmente, cuidando dessa forma da sua saúde. Essa atitude é essencial para prevenir doenças e também faz com que ela aprenda a se conhecer melhor, podendo identificar os primeiros sintomas quando alguma coisa estiver errada. Com o acompanhamento médico, é mais fácil identificar o câncer na fase inicial e não apenas em estágios avançados.
De acordo com o Dr. Fábio A. A. Muniz, especialista em Ginecologia e Obstetrícia do Hospital e Maternidade São Cristóvão, apesar da maior incidência de câncer na mulher ser o de mama, todos os órgãos do aparelho reprodutor feminino podem desenvolver a doença e cada tem um tratamento específico indicado pelo médico especialista. “As principais características que definem a agressividade de um tumor, em geral, são o tamanho no momento do diagnóstico e a presença de metástases, que são focos a distância do tumor primário”, afirma.
Toda mulher pode desenvolver um câncer do sistema reprodutor ou da mama e algumas características podem sugerir um maior risco, sendo assim a consulta com seu ginecologista é a maneira mais adequada para se informar e definir estratégias de prevenção.
Saiba mais sobre cada tipo de câncer feminino:
Câncer de Mama – Mulheres com histórico familiar de câncer de mama (mães e irmãs que foram acometidas antes dos 50 anos) apresentam maior chance de desenvolver a doença. Primeira menstruação precoce, menopausa tardia (após os 50 anos), primeira gravidez após os 35 anos, não ter tido filhos, excesso de peso e a ingestão de álcool (mesmo que em quantidade moderada) também são fatores de risco.
Em relação aos sintomas podem surgir alterações da pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações, inclusive no mamilo, ou aspectos semelhantes à casca da laranja. Secreção que mancha o sutiã, de um lado apenas, também é um sinal de alerta. Quando palpável um nódulo (caroço) no seio, geralmente indolor, deve ser esclarecido sua origem. E estes podem ainda surgir na axila. Muitos casos não apresentam sintomas ou sinais e só aparecem na mamografia. Este é o principal exame para se detectar precocemente o câncer de mama. O tratamento deve ser individualizado para cada caso, podendo ser realizada cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou hormonioterapia dependendo do estágio do câncer. É importante salientar que em situações de cirurgias mutiladoras pode se reconstruir a mama com técnicas de cirurgia plástica, permitindo um tratamento menos agressivo.
Câncer de Vulva – Os cânceres de vulva são tumores que se originam nas estruturas externas do trato reprodutor e acometem geralmente mulheres menopausadas. Podem ser visualizados e palpados como nódulos ou úlceras incomuns localizados próximos ou no orifício da vagina. Algumas vezes ocorrem placas descamativas ou alterações da cor.
Normalmente, o prurido é o primeiro sintoma, com seu aparecimento em 60% dos casos de câncer de vulva. O diagnóstico definitivo é feito por meio de biópsia e estudo histopatológico das amostras de tecido da lesão. Em geral, o tratamento é cirúrgico e radioterápico.
Câncer de ovário – Fatores hormonais, ambientais e genéticos estão relacionados com o aparecimento do câncer de ovário, além do histórico familiar. Ter tido câncer de mama, útero ou colorretal ou nunca ter engravidado também aumenta o risco de desenvolver a doença. A presença de cistos no ovário, bastante comum no dia a dia, não deve ser motivo para pânico. Na fase inicial, o câncer de ovário não causa sintomas específicos. À medida que o tumor cresce, pode causar pressão, dor ou inchaço no abdômen, pelve, costas ou pernas, náusea, indigestão, gases, prisão de ventre ou diarreia ou cansaço constante. Outros sintomas, apesar de menos comuns, também podem surgir, como necessidade frequente de urinar e sangramento vaginal. Diversas modalidades terapêuticas podem ser oferecidas como tratamento (cirurgia, radioterapia ou quimioterapia).
Câncer de colo de útero (cervical) - A idade média do diagnóstico é de 45 anos, mas a doença tem sido encontrada em mulheres de 20 a 30 anos. A infecção persistente pelo papiloma vírus humano (HPV) tem papel importante no desenvolvimento do câncer do colo de útero. Importante salientar que atualmente já existe vacina para este vírus. Os principais fatores de risco estão relacionados ao início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros. Deve-se evitar o tabagismo, pois está diretamente relacionado à quantidade de cigarros fumados.
Nas etapas iniciais do câncer de colo de útero (cervical) não há sintomas que começam a aparecer em fases mais avançadas do tumor. A ausência de sintomas faz com que a pessoa não suspeite da doença e retarde a visita ao médico. O exame de Papanicolau ainda é principal para prevenção deste tipo de câncer. Entre os tratamentos mais comuns estão a cirurgia e a radioterapia. Mulheres diagnosticadas precocemente, se tratadas adequadamente, têm praticamente 100% de chances de cura
Desde a primeira menstruação, é recomendável que a mulher crie o hábito de consultar um ginecologista regularmente, cuidando dessa forma da sua saúde. Essa atitude é essencial para prevenir doenças e também faz com que ela aprenda a se conhecer melhor, podendo identificar os primeiros sintomas quando alguma coisa estiver errada. Com o acompanhamento médico, é mais fácil identificar o câncer na fase inicial e não apenas em estágios avançados.
De acordo com o Dr. Fábio A. A. Muniz, especialista em Ginecologia e Obstetrícia do Hospital e Maternidade São Cristóvão, apesar da maior incidência de câncer na mulher ser o de mama, todos os órgãos do aparelho reprodutor feminino podem desenvolver a doença e cada tem um tratamento específico indicado pelo médico especialista. “As principais características que definem a agressividade de um tumor, em geral, são o tamanho no momento do diagnóstico e a presença de metástases, que são focos a distância do tumor primário”, afirma.
Toda mulher pode desenvolver um câncer do sistema reprodutor ou da mama e algumas características podem sugerir um maior risco, sendo assim a consulta com seu ginecologista é a maneira mais adequada para se informar e definir estratégias de prevenção.
Saiba mais sobre cada tipo de câncer feminino:
Câncer de Mama – Mulheres com histórico familiar de câncer de mama (mães e irmãs que foram acometidas antes dos 50 anos) apresentam maior chance de desenvolver a doença. Primeira menstruação precoce, menopausa tardia (após os 50 anos), primeira gravidez após os 35 anos, não ter tido filhos, excesso de peso e a ingestão de álcool (mesmo que em quantidade moderada) também são fatores de risco.
Em relação aos sintomas podem surgir alterações da pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações, inclusive no mamilo, ou aspectos semelhantes à casca da laranja. Secreção que mancha o sutiã, de um lado apenas, também é um sinal de alerta. Quando palpável um nódulo (caroço) no seio, geralmente indolor, deve ser esclarecido sua origem. E estes podem ainda surgir na axila. Muitos casos não apresentam sintomas ou sinais e só aparecem na mamografia. Este é o principal exame para se detectar precocemente o câncer de mama. O tratamento deve ser individualizado para cada caso, podendo ser realizada cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou hormonioterapia dependendo do estágio do câncer. É importante salientar que em situações de cirurgias mutiladoras pode se reconstruir a mama com técnicas de cirurgia plástica, permitindo um tratamento menos agressivo.
Câncer de Vulva – Os cânceres de vulva são tumores que se originam nas estruturas externas do trato reprodutor e acometem geralmente mulheres menopausadas. Podem ser visualizados e palpados como nódulos ou úlceras incomuns localizados próximos ou no orifício da vagina. Algumas vezes ocorrem placas descamativas ou alterações da cor.
Normalmente, o prurido é o primeiro sintoma, com seu aparecimento em 60% dos casos de câncer de vulva. O diagnóstico definitivo é feito por meio de biópsia e estudo histopatológico das amostras de tecido da lesão. Em geral, o tratamento é cirúrgico e radioterápico.
Câncer de ovário – Fatores hormonais, ambientais e genéticos estão relacionados com o aparecimento do câncer de ovário, além do histórico familiar. Ter tido câncer de mama, útero ou colorretal ou nunca ter engravidado também aumenta o risco de desenvolver a doença. A presença de cistos no ovário, bastante comum no dia a dia, não deve ser motivo para pânico. Na fase inicial, o câncer de ovário não causa sintomas específicos. À medida que o tumor cresce, pode causar pressão, dor ou inchaço no abdômen, pelve, costas ou pernas, náusea, indigestão, gases, prisão de ventre ou diarreia ou cansaço constante. Outros sintomas, apesar de menos comuns, também podem surgir, como necessidade frequente de urinar e sangramento vaginal. Diversas modalidades terapêuticas podem ser oferecidas como tratamento (cirurgia, radioterapia ou quimioterapia).
Câncer de colo de útero (cervical) - A idade média do diagnóstico é de 45 anos, mas a doença tem sido encontrada em mulheres de 20 a 30 anos. A infecção persistente pelo papiloma vírus humano (HPV) tem papel importante no desenvolvimento do câncer do colo de útero. Importante salientar que atualmente já existe vacina para este vírus. Os principais fatores de risco estão relacionados ao início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros. Deve-se evitar o tabagismo, pois está diretamente relacionado à quantidade de cigarros fumados.
Nas etapas iniciais do câncer de colo de útero (cervical) não há sintomas que começam a aparecer em fases mais avançadas do tumor. A ausência de sintomas faz com que a pessoa não suspeite da doença e retarde a visita ao médico. O exame de Papanicolau ainda é principal para prevenção deste tipo de câncer. Entre os tratamentos mais comuns estão a cirurgia e a radioterapia. Mulheres diagnosticadas precocemente, se tratadas adequadamente, têm praticamente 100% de chances de cura
Vamos doar medula óssea?
Levantamento do INCA traça perfil dos 2 milhões de doadores voluntários cadastrados
O Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), gerenciado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), traçou o perfil dos 2 milhões dos doadores voluntários no Brasil. O levantamento revelou que as mulheres lideram o cadastro como voluntárias (56%) e que 88% dos doadores têm menos de 45 anos, o que amplia a permanência dos voluntários no cadastro. A pesquisa também apontou que a Região Sudeste possui 48% dos doadores, seguidos por 25% do Sul e 14% do Nordeste. No Centro-Oeste, o total é de 8% e no Norte estão 5% dos cadastrados do país.
A Região Sudeste continua a ser a que mais tem doadores de medula óssea no Brasil, mas já se detecta uma tendência ao equilíbrio: Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais agora têm menos da metade dos cadastrados no Redome. Há cinco anos, a região era responsável por 57% dos doadores. “O levantamento é importante para sabermos em quais regiões é necessário um reforço nas campanhas, tendo em vista que a diversidade genética da população brasileira é muito vasta”, esclarece o diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do Inca e coordenador do Redome, Luís Fernando Bouzas.
Milhões de doadores voluntários
A marca de 2 milhões de pessoas cadastradas no país, motivada por campanhas de sensibilização promovidas pelo Ministério da Saúde e o Inca, em parceria com os hemocentros dos Estados, aumenta as chances de pacientes aguardando transplante de medula óssea. Desde que começou a ser gerenciado pelo Inca, há 11 anos, o Redome teve um aumento de 16.000% no número de cadastrados. Houve um aumento de 240% (2003-2009) no número de transplantes não-aparentados. “Em 2010, 67% dos transplantes foram realizados com material encontrado no Redome. Dos 167 transplantes de medula óssea não-aparentados (que utilizam doações voluntárias), 87 pacientes contaram com doadores nacionais. Hoje, há cerca de 1.200 pessoas aguardando por um doador compatível”, informa Bouzas.
Pensando no aprimoramento na área de transplantes de medula óssea - cada vez mais em expansão – nesse mês um novo sistema de cadastramento no Redome está sendo implantado em todo o Brasil. Desenvolvido pela equipe de Tecnologia da Informação da Fundação do Câncer, o sistema vai utilizar a tecnologia web e será gerenciado pelos hemocentros e laboratórios de histocompatibilidade (responsáveis pelos exames de compatibilidade). Cada instituição terá acesso ao seu banco dados: os hemocentros vão inserir as informações cadastrais dos doadores, enquanto os laboratórios entram com o resultado do exame. O número de identificação do doador será único, indicado logo no início do cadastro. O sistema vai evitar que haja duplicidade de entrada de doadores e será possível atualização do cadastro pelos profissionais dos hemocentros.
Veja como se tornar um doador de medula óssea:
http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=64
O Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), gerenciado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), traçou o perfil dos 2 milhões dos doadores voluntários no Brasil. O levantamento revelou que as mulheres lideram o cadastro como voluntárias (56%) e que 88% dos doadores têm menos de 45 anos, o que amplia a permanência dos voluntários no cadastro. A pesquisa também apontou que a Região Sudeste possui 48% dos doadores, seguidos por 25% do Sul e 14% do Nordeste. No Centro-Oeste, o total é de 8% e no Norte estão 5% dos cadastrados do país.
A Região Sudeste continua a ser a que mais tem doadores de medula óssea no Brasil, mas já se detecta uma tendência ao equilíbrio: Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais agora têm menos da metade dos cadastrados no Redome. Há cinco anos, a região era responsável por 57% dos doadores. “O levantamento é importante para sabermos em quais regiões é necessário um reforço nas campanhas, tendo em vista que a diversidade genética da população brasileira é muito vasta”, esclarece o diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do Inca e coordenador do Redome, Luís Fernando Bouzas.
Milhões de doadores voluntários
A marca de 2 milhões de pessoas cadastradas no país, motivada por campanhas de sensibilização promovidas pelo Ministério da Saúde e o Inca, em parceria com os hemocentros dos Estados, aumenta as chances de pacientes aguardando transplante de medula óssea. Desde que começou a ser gerenciado pelo Inca, há 11 anos, o Redome teve um aumento de 16.000% no número de cadastrados. Houve um aumento de 240% (2003-2009) no número de transplantes não-aparentados. “Em 2010, 67% dos transplantes foram realizados com material encontrado no Redome. Dos 167 transplantes de medula óssea não-aparentados (que utilizam doações voluntárias), 87 pacientes contaram com doadores nacionais. Hoje, há cerca de 1.200 pessoas aguardando por um doador compatível”, informa Bouzas.
Pensando no aprimoramento na área de transplantes de medula óssea - cada vez mais em expansão – nesse mês um novo sistema de cadastramento no Redome está sendo implantado em todo o Brasil. Desenvolvido pela equipe de Tecnologia da Informação da Fundação do Câncer, o sistema vai utilizar a tecnologia web e será gerenciado pelos hemocentros e laboratórios de histocompatibilidade (responsáveis pelos exames de compatibilidade). Cada instituição terá acesso ao seu banco dados: os hemocentros vão inserir as informações cadastrais dos doadores, enquanto os laboratórios entram com o resultado do exame. O número de identificação do doador será único, indicado logo no início do cadastro. O sistema vai evitar que haja duplicidade de entrada de doadores e será possível atualização do cadastro pelos profissionais dos hemocentros.
Veja como se tornar um doador de medula óssea:
http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=64
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